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quarta-feira, 13 de junho de 2012

A Inevitabilidade das Revoluções



«As revoluções não são factos que se aplaudam ou que se condenem. Havia nisso o mesmo absurdo que em aplaudir ou condenar as evoluções do Sol. São factos fatais. Têm de vir. De cada vez que vêm é sinal de que o homem vai alcançar mais uma liberdade, mais um direito, mais uma felicidade. Decerto que os horrores da revolução são medonhos, decerto que tudo o que é vital nas sociedades, a família, o trabalho, a educação, sofrem dolorosamente com a passagem dessa trovoada humana. Mas as misérias que se sofrem com as opressões, com os maus regímens, com as tiranias, são maiores ainda. As mulheres assassinadas no estado de prenhez e esmagadas com pedras, quando foi da revolução de 93, é uma coisa horrível; mas as mulheres, as crianças, os velhos morrendo de frio e de fome, aos milhares nas ruas, nos Invernos de 80 a 86, por culpa do Estado, e dos tributos e das finanças perdidas, e da fome e da morte da agricultura, é pior ainda.

As desgraças das revoluções são dolorosas fatalidades, as desgraças dos maus governos são dolorosas infâmias.»

Eça de Queirós, in 'Distrito de Évora'

segunda-feira, 11 de junho de 2012

PIIGS – A queda da Espanha


Rajoy negou mas não adiantou. Espanha acaba de pedir um empréstimo para a banca. Depois de Portugal, da Irlanda, da Grécia, cai a Espanha nas garras da Troika. O eixo franco-alemão leva a cabo a destruição planeada dos PIGS do sul da Europa, os sempre mui controversos países da periferia mal-vistos e apontados a dedo – latinos e gregos. Embora haja alguma tentativa de afirmar o contrário, o próprio acrónimo expressa uma ideia sobre a opinião que os países desenvolvidos do centro e norte da Europa têm dos do sul.
Serão preconceitos e ideias feitas, mas a estratégia passa claramente pela subordinação destas economias mais frágeis aos desígnios dos “poderosos grandes”.
Ainda assim, ressalva feita e a mais sincera homenagem à coragem demonstrada pelos mineiros do nosso país vizinho, que por toda a Espanha mostram a sua raça e o seu salero. Que sejam o bravo exemplo a seguir.
As eleições gregas poderão trazer também uma nova face a este ataque consertado aos trabalhadores destes países com a esperançosa vitória do Syriza. Toda a solidariedade do Contra-Reaccionário para com todos(as) os(as) que sofrem os efeitos da austeridade que mata e destrói todos os dias!

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Lisboa a Metro


A redução do Metro para três carruagens em permanência na linha verde, e aos fins de semana ou a partir das 21:30 nas restantes linhas está a funcionar como um autêntico atentado aos utentes deste meio de transporte.
As pessoas sentem-se perfeitamente insultadas ao verem que são transportadas como gado para o matadouro, viajando qual sardinha em lata. É um desrespeito pelos cidadãos.
Igualmente os turistas murmuram queixas ora porque viajam em péssimas condições ora porque se vêem obrigados a correr desesperadamente até ao lado oposto da estação para apanhar o Metro e esperando que este não feche portas antes de lá chegarem.
Num país onde as fontes de receita já se encontram largamente depauperadas seria fundamental o governo ter em atenção a forma como trata os turistas. E, como é óbvio, mostrar um mínimo de respeito pelas pessoas que pagam o seu bilhete/passe tant para ir trabalhar como para qualquer deslocação e a quem, a troco de um bilhete pago a preço régio, se oferecem condições indignas.
Aumento de preço e redução de serviço é uma afronta a quem anda em Lisbia num Metro despromovido a centímetro.
Revoltado(a) com este estado de coisas?
Não fiques em casa! Dia 30 de Junho enfrenta o Metro e o autocarro e junta-te ao MSE, ao 15O e ao Contra-Reaccionário contra o estado a que isto chegou!
Traz a tua voz!

terça-feira, 5 de junho de 2012

O livro do desassossego...


deve estar na mesa de cabeceira de todo o elenco ministerial, muito em especial de Miguel Macedo e Miguel Relvas. Passa para Passos Coelho pelos cordelinhos. É que a julgar pelos acontecimentos de quinta-feira, dia 31 de Maio, frente à Igreja dos Anjos, em Lisboa, o desespero do executivo em dar mostras de força e despoletar manobras de intimidação estão em crescendo.
Quem presenciou o cerco junto à Igreja não pôde deixar de ficar atónito com a desproporção de ver 30 jovens sentados no chão, tocando música cercados por cerca de 80 elementos da polícia de intervenção. Várias pessoas naturalmente curiosas perante todo o aparato e indignadas ao verificar a agressividade na atitude dos agentes permaneceram olhando. Muitas delas acabaram empurradas para dentro do cerco pela polícia que continuava a chegar. Foi o exibir a técnica do “kettling”. Eram 8 carrinhas e 3 carros-patrulha.
O blog 5dias.net deu a notícia, apresentou fotos, vídeo, relatos. O site foi hackeado. Ficou indisponível várias horas. Ficou censurado. Uma página de facebook pessoal ficou suspensa.
O governo está a recorrer a formas indignas de uma democracia para calar as vozes discordantes.
Relvas é alvo de críticas dentro do próprio partido. Mas não se demite nem é demitido. A questão será o que se refere à boca pequena um pouco por toda a parte – Relvas é o verdadeiro primeiro-ministro e Passos Coelho o porta-voz. Logo, é mais complexo retirar o pilar do governo. Ainda assim, poderá o governo pretender continuar nesta condição e almejar a um mandato por inteiro?
Curiosamente, Paulo Portas parece nem pertencer ao governo. Há muito, dir-se-ia mesmo desde que tomaram posse, que Passos e Portas não são vistos lado a lado. Portas regressou às visitas pelas feiras. É caso para questionar se estará a treinar para uma nova campanha eleitoral.
Mesmo o Bloco de Esquerda, que enquanto oposição pouco se opõe, várias vezes falou em eleições antecipadas.
De momento, está a Europa de respiração suspensa aguardando as eleições gregas. As últimas sondagens dão o Syriza como vencedor e ficam em causa as políticas ultra-liberais e a austeridade imposta pelo eixo franco-alemão. Os governos temem o efeito contágio.
O Contra-Reaccionário apoia o Syriza, desejando boa sorte e deixa um pensamento: E em Portugal, quais serão os efeitos da mudança na Grécia?

domingo, 27 de maio de 2012

Miguel Macedo, Miguel Relvas, Passos , Público, Desemprego, BPN, SNS, MAC: O estado a que isto chegou...


Após a ocorrência da carga policial de 22 de Março sobre os manifestantes em dia de greve geral, em que se questionou a permanência de Miguel Macedo no cargo, Miguel Relvas está envolvido num escandaloso caso de alegada pressão sobre uma jornalista do Jornal Público, a quem terá ameaçado por não lhe terem agradado as notícias publicadas sobre o chamado caso das “secretas”.
Dias antes, Passos Coelho é fortemente vaiado na Feira do Livro, iniciativa de activistas da Plataforma 15 de Outubro, e que depressa ganhou apoio junto de múltiplas pessoas que se encontravam no local. Como sempre o Primeiro-Ministro primou pela arrogância e pela cobardia.
Durante uma semana, toda a família laranja esteve sob fogo, após a publicação de várias edições do DN dedicadas ao escândalo BPN. A investigação envolve um grande número de personalidades do partido governamental bem como o próprio Presidente da República, Cavaco Silva, e membros da sua família. Estima-se que o BPN absorva 8 mil milhões de euros do dinheiro dos contribuintes.
De referir que, no mesmo período, temos a MAC em luta contra o encerramento desta unidade fundamental, configurando o primeiro golpe profundo no desmantelamento do SNS após o aumento imoral das taxas moderadoras.
Vítor Gaspar na pasta das Finanças afirma continuamente que “não previu” a subida do desemprego assim como “não previu” a queda brutal das receitas do Estado. E faz declarações contraditórias dentro e fora das fronteiras para agradar a diferentes públicos...
Uma activista do MSE é citada por promover manifestação ilegal porque segundo fonte da PSP, 2 pessoas já são uma manifestação. Para além da questão da incongruência matemática dado que se encontravam cerca de 8 activistas presentes, num total de 4 manifestações em teoria, existe uma questão de fundo em que se põe em causa a própria liberdade dos cidadãos, subvertendo artigos da Constituição de forma explícita.
Se somarmos todos estes factos à implementação de medidas que não só não foram sufragadas pelo povo como atentam violentamente contra a lei fundamental do país, questiona-se com total pertinência a legitimidade do governo, das medidas e do estado da Democracia e da Liberdade em Portugal.
Terá um governo, seja ele qual for, após qualquer resultado eleitoral, poder para suspender a Democracia e a Liberdade do povo que se quer soberano, subjugando-o aos interesses de uma elite financeira, que se atreve a pretender fazer lei a seu bel-prazer e retirar direitos consagrados para satisfazer a ganância dos senhores do costume e da Troika?

Diz não ao Desemprego e a ao estado a que isto chegou dia 30 de Junho numa manifestação do MSE, apoiada pela Plataforma 15 de Outubro e pelo Contra-Reaccionário! As ruas são nossas!

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Sai de casa e vem prá rua!!


À imagem de 12 de Março de 2011, que serviu como último prego no caixão de mais um governo corrupto que viveu à conta de toda a população, e em que várias gerações viram que não eram rascas, mas sim que estavam “à rasca”, vivem-se hoje tempos em que continuamos cada vez mais “à rasca”. Quando nos pedem para emigrar dizendo que se não o fizermos não somos empreendedores (seja isso o que for) é uma atitude deplorável e criminosa.

Até quando vamos permitir que diariamente nos insultem? Até quando vamos permitir que violem os nossos direitos?

O direito ao emprego está consagrado na constituição da Republica Portuguesa, constituição essa que todos os governos juraram cumprir e todos os presidentes juraram defender. Mas quando essa juras são em falso cabe-nos a nós fazer cumprir. Porque não aceitamos que morram pessoas por falta de cuidados de saúde enquanto outras compram carros novos no governo! Porque não aceitamos o abandono escolar e a promoção de uma população socialmente iletrada quando são gastos 8 mil milhões num banco privado! Porque a única forma de sair da crise e da pobreza a que nos votam todos os dias é termos emprego!

Dia 30 de Junho na manifestação pelo emprego diz presente na luta por um futuro melhor!!


http://www.facebook.com/events/278059855623119/

quinta-feira, 26 de abril de 2012

(des)governo PPC-PP


A dívida representava 68% do PIB, agora representa 110%; ninguém sabe para onde foram 8 mil milhões relativos ao BPN, os submarinos, pelo que se sabe, um quase afundou antes de chegar e as contrapartidas nem chegaram a zarpar; o desemprego está em níveis nunca vistos, a Madeira tem um buraco a cada dia mais fundo e Jardim está impune...; a Maternidade Alfredo da Costa é o sinal claro do desmantelamento do SNS, toda a gente foi absolvida no caso Portucale num favorecimento descarado a amigos do actual governo e foi aberta uma autêntica "caça às bruxas" aos membros do anterior governo, sem contemplar os membros dos outros governo (PSD), que tomaram medidas absolutamente ruinosas como a venda da Neves Corvo...; Rui Rio dá-se ares de PIDE e ataca a Fontinha pela calada depois da vergonha de Miguel Macedo e sus muchachos na actuação escandalosa da polícia na manif de 22 de Março no Chiado... Nesse dia a melhor tradição de repressão veio aos de cima. Os activistas 1962 posicionaram-se ao lado dos manifestantes na sua indignação por uma carga policial injustificada, desajustada e arbitrária. E agora mais esta das dívidas do estado a aumentar às mãos de um governo que fala constantemente em controlar as contas... para além de termos um ministro das Finanças que não viu sequer um dado mínimo como o aumento óbvio do desemprego devido às empresas que fecham como consequência do estrangulamento económico. É difícil até para um leigo entender que se não há dinheiro as empresas fecham, logo as pessoas vão para o desemprego, logo não consomem e  precisam de apoios sociais?

São alguns (bons) tópicos de reflexão que o ContraReaccionário deixa aos leitores.