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quinta-feira, 14 de junho de 2012

MAS apresenta-se aos eleitores


Depois da festa de fundação em Março, que reuniu cerca de 300 pessoas na Voz do Operário em Lisboa, o MAS – Movimento de Alternativa Socialista apresenta-se de forma directa aos cidadãos eleitores do país durante as campanhas semanais de recolha de assinaturas para a sua legalização como partido.
A recepção tem sido positiva, com muitas perguntas e respostas, conversas e auscultação da população e dos seus problemas. O jovem partido interessa-se por saber quais são as mais frequentes inquietações das pessoas, o que mais as perturba e o que mais desejam.
O desemprego é um flagelo, a desilusão imensa, a revolta latente e as injustiças gritantes. O que encontram pelas ruas é um país devastado, destruido, deprimido.
A paciência do povo está por um fio. As pessoas alimentam-se mal, trabalham horas demais, não procuram ajuda médica porque não têm dinheiro, os jovens deixam de estudar porque não conseguem pagar as propinas mas também não conseguem trabalhar. Os mais velhos não têm dinheiro para os medicamentos.
Os desempregados estão revoltados por serem tratados como criminosos e suas apresentações quinzenais.
A realidade que se apresenta é austera. Literalmente.
O MAS está atento e recolhe ideias tanto quanto assinaturas.
O Contra-Reaccionário deseja boa sorte ao MAS, e o Contra sabe de fonte oficial que o MAS está solidário com a Manifestação do MSE pelo Direito ao Trabalho a 30 dee Junho.
Junta-te a todos nós!

quarta-feira, 13 de junho de 2012

A Inevitabilidade das Revoluções



«As revoluções não são factos que se aplaudam ou que se condenem. Havia nisso o mesmo absurdo que em aplaudir ou condenar as evoluções do Sol. São factos fatais. Têm de vir. De cada vez que vêm é sinal de que o homem vai alcançar mais uma liberdade, mais um direito, mais uma felicidade. Decerto que os horrores da revolução são medonhos, decerto que tudo o que é vital nas sociedades, a família, o trabalho, a educação, sofrem dolorosamente com a passagem dessa trovoada humana. Mas as misérias que se sofrem com as opressões, com os maus regímens, com as tiranias, são maiores ainda. As mulheres assassinadas no estado de prenhez e esmagadas com pedras, quando foi da revolução de 93, é uma coisa horrível; mas as mulheres, as crianças, os velhos morrendo de frio e de fome, aos milhares nas ruas, nos Invernos de 80 a 86, por culpa do Estado, e dos tributos e das finanças perdidas, e da fome e da morte da agricultura, é pior ainda.

As desgraças das revoluções são dolorosas fatalidades, as desgraças dos maus governos são dolorosas infâmias.»

Eça de Queirós, in 'Distrito de Évora'

segunda-feira, 11 de junho de 2012

PIIGS – A queda da Espanha


Rajoy negou mas não adiantou. Espanha acaba de pedir um empréstimo para a banca. Depois de Portugal, da Irlanda, da Grécia, cai a Espanha nas garras da Troika. O eixo franco-alemão leva a cabo a destruição planeada dos PIGS do sul da Europa, os sempre mui controversos países da periferia mal-vistos e apontados a dedo – latinos e gregos. Embora haja alguma tentativa de afirmar o contrário, o próprio acrónimo expressa uma ideia sobre a opinião que os países desenvolvidos do centro e norte da Europa têm dos do sul.
Serão preconceitos e ideias feitas, mas a estratégia passa claramente pela subordinação destas economias mais frágeis aos desígnios dos “poderosos grandes”.
Ainda assim, ressalva feita e a mais sincera homenagem à coragem demonstrada pelos mineiros do nosso país vizinho, que por toda a Espanha mostram a sua raça e o seu salero. Que sejam o bravo exemplo a seguir.
As eleições gregas poderão trazer também uma nova face a este ataque consertado aos trabalhadores destes países com a esperançosa vitória do Syriza. Toda a solidariedade do Contra-Reaccionário para com todos(as) os(as) que sofrem os efeitos da austeridade que mata e destrói todos os dias!

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Lisboa a Metro


A redução do Metro para três carruagens em permanência na linha verde, e aos fins de semana ou a partir das 21:30 nas restantes linhas está a funcionar como um autêntico atentado aos utentes deste meio de transporte.
As pessoas sentem-se perfeitamente insultadas ao verem que são transportadas como gado para o matadouro, viajando qual sardinha em lata. É um desrespeito pelos cidadãos.
Igualmente os turistas murmuram queixas ora porque viajam em péssimas condições ora porque se vêem obrigados a correr desesperadamente até ao lado oposto da estação para apanhar o Metro e esperando que este não feche portas antes de lá chegarem.
Num país onde as fontes de receita já se encontram largamente depauperadas seria fundamental o governo ter em atenção a forma como trata os turistas. E, como é óbvio, mostrar um mínimo de respeito pelas pessoas que pagam o seu bilhete/passe tant para ir trabalhar como para qualquer deslocação e a quem, a troco de um bilhete pago a preço régio, se oferecem condições indignas.
Aumento de preço e redução de serviço é uma afronta a quem anda em Lisbia num Metro despromovido a centímetro.
Revoltado(a) com este estado de coisas?
Não fiques em casa! Dia 30 de Junho enfrenta o Metro e o autocarro e junta-te ao MSE, ao 15O e ao Contra-Reaccionário contra o estado a que isto chegou!
Traz a tua voz!

terça-feira, 5 de junho de 2012

O livro do desassossego...


deve estar na mesa de cabeceira de todo o elenco ministerial, muito em especial de Miguel Macedo e Miguel Relvas. Passa para Passos Coelho pelos cordelinhos. É que a julgar pelos acontecimentos de quinta-feira, dia 31 de Maio, frente à Igreja dos Anjos, em Lisboa, o desespero do executivo em dar mostras de força e despoletar manobras de intimidação estão em crescendo.
Quem presenciou o cerco junto à Igreja não pôde deixar de ficar atónito com a desproporção de ver 30 jovens sentados no chão, tocando música cercados por cerca de 80 elementos da polícia de intervenção. Várias pessoas naturalmente curiosas perante todo o aparato e indignadas ao verificar a agressividade na atitude dos agentes permaneceram olhando. Muitas delas acabaram empurradas para dentro do cerco pela polícia que continuava a chegar. Foi o exibir a técnica do “kettling”. Eram 8 carrinhas e 3 carros-patrulha.
O blog 5dias.net deu a notícia, apresentou fotos, vídeo, relatos. O site foi hackeado. Ficou indisponível várias horas. Ficou censurado. Uma página de facebook pessoal ficou suspensa.
O governo está a recorrer a formas indignas de uma democracia para calar as vozes discordantes.
Relvas é alvo de críticas dentro do próprio partido. Mas não se demite nem é demitido. A questão será o que se refere à boca pequena um pouco por toda a parte – Relvas é o verdadeiro primeiro-ministro e Passos Coelho o porta-voz. Logo, é mais complexo retirar o pilar do governo. Ainda assim, poderá o governo pretender continuar nesta condição e almejar a um mandato por inteiro?
Curiosamente, Paulo Portas parece nem pertencer ao governo. Há muito, dir-se-ia mesmo desde que tomaram posse, que Passos e Portas não são vistos lado a lado. Portas regressou às visitas pelas feiras. É caso para questionar se estará a treinar para uma nova campanha eleitoral.
Mesmo o Bloco de Esquerda, que enquanto oposição pouco se opõe, várias vezes falou em eleições antecipadas.
De momento, está a Europa de respiração suspensa aguardando as eleições gregas. As últimas sondagens dão o Syriza como vencedor e ficam em causa as políticas ultra-liberais e a austeridade imposta pelo eixo franco-alemão. Os governos temem o efeito contágio.
O Contra-Reaccionário apoia o Syriza, desejando boa sorte e deixa um pensamento: E em Portugal, quais serão os efeitos da mudança na Grécia?

domingo, 27 de maio de 2012

Miguel Macedo, Miguel Relvas, Passos , Público, Desemprego, BPN, SNS, MAC: O estado a que isto chegou...


Após a ocorrência da carga policial de 22 de Março sobre os manifestantes em dia de greve geral, em que se questionou a permanência de Miguel Macedo no cargo, Miguel Relvas está envolvido num escandaloso caso de alegada pressão sobre uma jornalista do Jornal Público, a quem terá ameaçado por não lhe terem agradado as notícias publicadas sobre o chamado caso das “secretas”.
Dias antes, Passos Coelho é fortemente vaiado na Feira do Livro, iniciativa de activistas da Plataforma 15 de Outubro, e que depressa ganhou apoio junto de múltiplas pessoas que se encontravam no local. Como sempre o Primeiro-Ministro primou pela arrogância e pela cobardia.
Durante uma semana, toda a família laranja esteve sob fogo, após a publicação de várias edições do DN dedicadas ao escândalo BPN. A investigação envolve um grande número de personalidades do partido governamental bem como o próprio Presidente da República, Cavaco Silva, e membros da sua família. Estima-se que o BPN absorva 8 mil milhões de euros do dinheiro dos contribuintes.
De referir que, no mesmo período, temos a MAC em luta contra o encerramento desta unidade fundamental, configurando o primeiro golpe profundo no desmantelamento do SNS após o aumento imoral das taxas moderadoras.
Vítor Gaspar na pasta das Finanças afirma continuamente que “não previu” a subida do desemprego assim como “não previu” a queda brutal das receitas do Estado. E faz declarações contraditórias dentro e fora das fronteiras para agradar a diferentes públicos...
Uma activista do MSE é citada por promover manifestação ilegal porque segundo fonte da PSP, 2 pessoas já são uma manifestação. Para além da questão da incongruência matemática dado que se encontravam cerca de 8 activistas presentes, num total de 4 manifestações em teoria, existe uma questão de fundo em que se põe em causa a própria liberdade dos cidadãos, subvertendo artigos da Constituição de forma explícita.
Se somarmos todos estes factos à implementação de medidas que não só não foram sufragadas pelo povo como atentam violentamente contra a lei fundamental do país, questiona-se com total pertinência a legitimidade do governo, das medidas e do estado da Democracia e da Liberdade em Portugal.
Terá um governo, seja ele qual for, após qualquer resultado eleitoral, poder para suspender a Democracia e a Liberdade do povo que se quer soberano, subjugando-o aos interesses de uma elite financeira, que se atreve a pretender fazer lei a seu bel-prazer e retirar direitos consagrados para satisfazer a ganância dos senhores do costume e da Troika?

Diz não ao Desemprego e a ao estado a que isto chegou dia 30 de Junho numa manifestação do MSE, apoiada pela Plataforma 15 de Outubro e pelo Contra-Reaccionário! As ruas são nossas!

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Sai de casa e vem prá rua!!


À imagem de 12 de Março de 2011, que serviu como último prego no caixão de mais um governo corrupto que viveu à conta de toda a população, e em que várias gerações viram que não eram rascas, mas sim que estavam “à rasca”, vivem-se hoje tempos em que continuamos cada vez mais “à rasca”. Quando nos pedem para emigrar dizendo que se não o fizermos não somos empreendedores (seja isso o que for) é uma atitude deplorável e criminosa.

Até quando vamos permitir que diariamente nos insultem? Até quando vamos permitir que violem os nossos direitos?

O direito ao emprego está consagrado na constituição da Republica Portuguesa, constituição essa que todos os governos juraram cumprir e todos os presidentes juraram defender. Mas quando essa juras são em falso cabe-nos a nós fazer cumprir. Porque não aceitamos que morram pessoas por falta de cuidados de saúde enquanto outras compram carros novos no governo! Porque não aceitamos o abandono escolar e a promoção de uma população socialmente iletrada quando são gastos 8 mil milhões num banco privado! Porque a única forma de sair da crise e da pobreza a que nos votam todos os dias é termos emprego!

Dia 30 de Junho na manifestação pelo emprego diz presente na luta por um futuro melhor!!


http://www.facebook.com/events/278059855623119/