Número total de visualizações de páginas

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Um protesto "silencioso"

Antes de mais gostava de saudar a greve da função pública, pois é nestes momentos que devemos estar unidos e combater unidos o(s) inimigo(s) comum(ns), a troika e o governo. Mas o que também marca este dia é o protesto "silencioso" que tinha sido marcado para as galerias do parlamento hoje, esse protesto que de silencioso pouco teve, pois de protesto contra as politicas do governo, passou a aplauso (sim, aplauso!) ruidoso às politicas do governo para o sector e por inerência para todo o país.
Se antes podia haver alguma desconfiança quanto ao lado da barricada que a PSP - Polícia de Segurança Pública (Possivel confusão com PSD) ocupava, hoje ficou mais claro. O lado da barricada que a PSP, e as suas direcções, seja laborais seja sindicais, ocupam é o lado do governo, o lado da troika, o lado da pobreza e da morte lenta que acontece a milhares de pessoas neste país e pela europa fora.
Por certo deve haver polícias que estejam contra a politica do governo, que tenham as suas familias afectadas, mas a esses só é possível uma solução. Já que o seu desvinculamento da PSP iria provocar o seu desemprego, que numa situação destas seria complicado, o mínimo exigível é o seu desvinculamento desses sindicatos e a adopção de novos sindicatos que promovam uma luta séria contra as políticas que destroem o país, sem essa medida nunca terão o respeito de quem está contra estas políticas e nunca poderão almejar derrotar estas políticas.

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Ante-estreias no Parlamento

Foi hoje no parlamento, no salão nobre a ante-estreia do filme "Até amanhã,Camaradas" de Luís Filipe Rocha, baseado na obra de Manuel Tiago, pseudónimo que Álvaro Cunhal. Pois, parece que agora o parlamento se vai converter em sala de cinema, onde passam as ante-estreias. Lugar para em vez de discutir a situação do país, local para definir politicas, passa a sala de cinema. Fica a pergunta, quantos locais de trabalho têm sala de cinema e quantos permitem ver filmes durante o horário de trabalho?

Já agora qual o próximo filme que vai ser possível ver nesta sala de cinema?



segunda-feira, 4 de novembro de 2013

A guerrilha que nos cerca

É dado como certo por um vasto role de economistas que estamos numa crise apenas comparável à de 1929, em que todos os dias se assiste a mais desemprego, mais pobreza, mais suicídios, entre muitas outras coisas. O episódio mais recente passa-se no Porto em três bairros sociais, no Lagarteiro, no Contumil e no Cerco do Porto. Nestes três bairros a EDP, uma empresa recentemente privatizada a 100%, com a cobertura proporcionada pelo corpo de intervenção efectuou o corte de Electricidade a centenas de moradores. Com este corte, a EDP retirou um direito básico a estas pessoas, o direito a viver condignamente, o direito a não viver às escuras.

Engane-se quem pensar que isto é um acto isolado no meio de toda a situação política e económica. Estas acções acabam por estar inseridas na actual guerrilha económica que se vive, onde somos atacados das mais variadas maneiras, e onde tombam vítimas inocentes. Só há uma maneira de responder a este tipo de guerra social que está a ser implementada, demitir este governo e expulsar a troika. Sem isto, a guerra social continuará inabalável e a ceifar vidas todos os dias.

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

O talismã de um governo odiado

Eles não quiseram ir para São Bento no 15 de Setembro e acabam a manifestação na inócua praça de Espanha.Eles chamam vândalos a manifestantes agredidos pelas forças do regime no Chiado a 22 de Março de 2012.Eles convocam greves gerais de um dia de 6 em 6 meses.Eles queriam um arraial no dia 15 de Outubro de 2011 quando no resto do mundo em centenas de cidade se preparava aquela que viria a ser a maior manifestação mundial anti capitalista da História. Eles não condenam a carga policial violentíssima que levou tudo pelo frente, mesmo aqueles que não tinham atirado pedras aos policias.Eles não faziam manifestações ate Sao Bento, até a plataforma 15 de Outubro as fazer e depois voltaram a deixar de as fazer.Eles levam centenas de milhares a rua no 2 de março mas depois não esperam que as pessoas cheguem todas ao terreiro do paço e começam logo a desmontar palco e apagar luzes.Eles decidem que a melhor forma de dar continuidade ao 15 de Setembro é uma concentração em Belem numa sexta feira a tarde, um concerto na praça de Espanha um mês depois e uma greve geral 2 meses depois.Eles acham que vamos lá com uma manifestação de 6 em 6 meses.Eles acham que não deve haver assembleias populares nem tão pouco microfones abertos no final das Manifs. Eles abandonam a ponte quando se afigurava um protesto gigantesco que faria tremer o governo. Eles convocam arruadas para bem longe de Sao Bento quando o governo esteve por um fio após a demissão irrevogável de Portas.Eles abandonam manifs por si convocadas sem avisar os restantes organizadores.Eles caluniam,desencorajam,desmobilizam e nem sequer colam todos os cartazes que lhes são confiados. Eles são o obstáculo entre nós e a queda do governo.Eles são o último reduto do regime.Eles não querem que esta merda mude.Eles serão ultrapassados pelas massas, a História avançará sem eles.

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

António Costa institucionaliza a pobreza

Foram colocados na zona de Arroios pela câmara de Lisboa, numa experiência piloto, 12 cacifos para os sem Abrigo guardarem os seus pertences. Esta ideia que quem olha à primeira vista até pode parecer de uma verdadeira preocupação, quando vista mais de perto é algo incomentável. Trata-se de fornecer aos sem-abrigo um sítio para guardar as coisas para que consigam continuar na RUA. Esta é a verdadeira política do António Costa e do Partido "Socialista". Uma política de instucionalizar a pobreza, de caridadezinha, mas nunca de resolver os problemas dos vários milhares (posso arriscar milhares) que se vêm cada vez mais pelas ruas de Lisboa à medida que o rolo compressor da austeridade avança. António Costa com esta e outras medidas posiciona-se ao lado de Passos Coelho na gestão da austeridade e no apoio à continuação na pobreza do povo.

Fica por fim aqui uma música dedicada ao António Costa:



quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Quantos desempregados são oriundos do governo?

Hoje no debate quinzenal, o líder da bancada do PSD disse que os cortes e despedimentos na função pública são apenas uma questão de equidade em relação aos trabalhadores do privado. E continuou a perguntar "quantos dos 400 mil desempregados são funcionários públicos?".
Após estas declarações do maior partido do governo, venho pedir equidade também e fazer a pergunta, quantos desempregados são do governo? Quantos cortes de vencimento sofreram os membros do governo e respectivos gabinetes?

Posso já responder.. NENHUM. O que me leva a dizer que quero equidade para o governo no que toca ao desemprego...portanto dia 26 de Outubro vou estar na rua a exigir a demissão deste governo.

Fica aqui a lista de sítios e eventos no facebook:


Aveirohttp://www.facebook.com/events/622401861135723/

Bragahttps://www.facebook.com/events/506278292789312/

Coimbrahttps://www.facebook.com/events/529946873750105/

Faro - https://www.facebook.com/events/659979904020852/

Funchalhttps://www.facebook.com/events/560517967353854/

Horta, Faial https://www.facebook.com/events/379027642228272/379676388830064/


Lisboahttps://www.facebook.com/events/220197414805115

Portimão https://www.facebook.com/events/1422061658010090/


Portohttps://www.facebook.com/events/518182104931744/

Setúbalhttps://www.facebook.com/events/566335823421562/

Viana do Castelo -https://www.facebook.com/events/726547610695883/

Vila Realhttp://www.facebook.com/events/348960148584117/


Viseuhttps://www.facebook.com/events/419531018169939/

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Ministra não consegue poupar....

Hoje numa entrevista feita na SIC a seguir ao telejornal Maria Luis Albuquerque revelou que não consegue poupar pois tem 3 filhos e continua a ter despesas. Não revelou ( e nem sequer se preocupa) é que há milhares de pessoas que também têm 3 filhos mas um rendimento muito inferior, e aí é que nem sobreviver conseguem, quanto mais poupar o que quer que seja. A ministra que experimente abdicar do seu salário superior a 5 000 euros mais ajudas de custo de todo o género e viver com um ordenado de 600 euros (sim do valor que quer começar a cortar as reformas) e depois aí sim pode dizer que não consegue poupar.