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sexta-feira, 29 de junho de 2012

Entrevista Alexandra Martins (MAS e P15O)

Esta entrevista foi realizada ontem à "rádio zero" onde se aproveita o tempo de antena para tocar em algumas "feridas", nomeadamente, a impunidade face ao ROUBO feito ao País, a falta de acesso à Saúde e Educação, entre outros temas.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

A luta do mineiros

De Espanha chegam-nos noticias e imagens impressionantes de confrontos entre os trabalhadores das minas e a polícia. Os trabalhadores estão a exercer uma fortíssima contestação ao governo de Rajoy na defesa dos seus direitos. Toda a solidariedade do Contra- Reaccionário para com os mineiro em luta.



Coragem mineira


Nos últimos tempos ouve-se falar da coragem dos mineiros em Espanha...que nas várias regiões têm resistido ao fecho das minas e ao desemprego. Estes mineiros resistem com o que podem ao exército policial que foi mandado para os derrubar. Nesta resistência não estão sozinhos, têm o apoio das populações locais, que os abrigam quando é necessário e que os apoiam na árdua tarefa de resistência diária contra uma força estatal que tem como objectivos derrubar, prender e eventualmente torturar. Todos sabemos que a Democracia Espanhola  que nunca teve grande saúde está à imagem da democracia em Portugal doente e em risco de ficar em coma ou por outras palavras "suspensa" (como sugeriu aqui há uns anos a Manuela Ferreira Leite).
Para se evitar que a democracia que todos os dias se encaminha para uma morte anunciada é necessário que, à imagem de outros povos pelo mundo como os Egípcios ou até à semelhança de revoltas passadas inclusive em Portugal como a Revolta da Maria da Fonte ou o próprio 25 de Abril.Já basta de sermos roubados para comprar luxos que não servem o povo, chega de ser roubados para financiar bancos privados, chega de deixar morrer pessoas sem cuidados de saúde, chega de condenar jovens a uma vida de precariedade e a não terem oportunidade de estudar. Dia 30 vem dizer BASTA! Basta de roubos!! Basta de Corrupção!! Basta de austeridade!!

terça-feira, 19 de junho de 2012

Portugal à beira de um ataque de nervos


O povo português está à beira de um ataque de nervos. A famosa paciência lusitana está a esgotar-se a passos largos. Cortes nos subsídios, cortes no orçamento para a saúde com redução de serviços e encerramento da MAC mas com aumento das taxas moderadoras, a Educação vai igualmente a caminho da elitização que conduz à privatização, milhares de alunos que deixam de o ser por falta de meios económicos mas que também não conseguem ingressar no mercado de trabalho.
Os desempregados sentem-se criminalizados com a obrigação das apresentações quinzenais no Centro de Emprego, numa humilhante semelhança com os detidos com termo de identidade e residência.
São forçados também a frequentar acções de formação que não correspondem nem às suas escolhas nem às suas necessidades para o governo receber verbas europeias que ninguém vê aplicadas na solução do problema do desemprego e que provocam uma imensa revolta. Mais ainda se complica a situação quando o subsídio de desemprego acaba. Quem fala com estas pessoas ouve frequentemente expressões como "isto está uma panela de pressão" ou "isto está para explodir".
É de salientar que não são as manifestações/passeios de sábado pela Avenida da CGTP que dão vazão a toda esta pressão.
Os grupos sociais também não estão assim tão massivamente participados.
Então podemos apenas ficar alerta e olhar para o exemplo grego e, mais recentemente, para os mineiros espanhóis. Quanta paciência mais terão os portugueses para com os seus carrascos?
Os desempregados são um batalhão que cresce a olhos vistos em Portugal. Os números apontam para 1 280 000. Não pára de aumentar ao segundo. Os subsídios são cada vez mais escassos e mais curtos em duração. A fome aperta com a falta de meios de subsistência.
O descontentamento dos trabalhadores que se vêem usurpados nos seus direitos é geral e crescente.
Fica a dúvida se o elenco governamental estará consciente desta realidade. Se não estiver é grave, se estiver é mais grave ainda...
O Contra-Reaccionário, no seu papel, convida todos(as) a participar e levarem toda a sua força anímica para a manifestação de 30 de Junho. Juntem-se ao Contra-Reaccionário, ao MSE e ao 15O, entre outros que levarão a sua voz!

domingo, 17 de junho de 2012

Este Governo...

"Este Governo não cairá porque não é um edifício, sairá com Benzina porque é uma nódoa" (Eça de Queirós in "O Conde de Abranhos")

quinta-feira, 14 de junho de 2012

MAS apresenta-se aos eleitores


Depois da festa de fundação em Março, que reuniu cerca de 300 pessoas na Voz do Operário em Lisboa, o MAS – Movimento de Alternativa Socialista apresenta-se de forma directa aos cidadãos eleitores do país durante as campanhas semanais de recolha de assinaturas para a sua legalização como partido.
A recepção tem sido positiva, com muitas perguntas e respostas, conversas e auscultação da população e dos seus problemas. O jovem partido interessa-se por saber quais são as mais frequentes inquietações das pessoas, o que mais as perturba e o que mais desejam.
O desemprego é um flagelo, a desilusão imensa, a revolta latente e as injustiças gritantes. O que encontram pelas ruas é um país devastado, destruido, deprimido.
A paciência do povo está por um fio. As pessoas alimentam-se mal, trabalham horas demais, não procuram ajuda médica porque não têm dinheiro, os jovens deixam de estudar porque não conseguem pagar as propinas mas também não conseguem trabalhar. Os mais velhos não têm dinheiro para os medicamentos.
Os desempregados estão revoltados por serem tratados como criminosos e suas apresentações quinzenais.
A realidade que se apresenta é austera. Literalmente.
O MAS está atento e recolhe ideias tanto quanto assinaturas.
O Contra-Reaccionário deseja boa sorte ao MAS, e o Contra sabe de fonte oficial que o MAS está solidário com a Manifestação do MSE pelo Direito ao Trabalho a 30 dee Junho.
Junta-te a todos nós!

quarta-feira, 13 de junho de 2012

A Inevitabilidade das Revoluções



«As revoluções não são factos que se aplaudam ou que se condenem. Havia nisso o mesmo absurdo que em aplaudir ou condenar as evoluções do Sol. São factos fatais. Têm de vir. De cada vez que vêm é sinal de que o homem vai alcançar mais uma liberdade, mais um direito, mais uma felicidade. Decerto que os horrores da revolução são medonhos, decerto que tudo o que é vital nas sociedades, a família, o trabalho, a educação, sofrem dolorosamente com a passagem dessa trovoada humana. Mas as misérias que se sofrem com as opressões, com os maus regímens, com as tiranias, são maiores ainda. As mulheres assassinadas no estado de prenhez e esmagadas com pedras, quando foi da revolução de 93, é uma coisa horrível; mas as mulheres, as crianças, os velhos morrendo de frio e de fome, aos milhares nas ruas, nos Invernos de 80 a 86, por culpa do Estado, e dos tributos e das finanças perdidas, e da fome e da morte da agricultura, é pior ainda.

As desgraças das revoluções são dolorosas fatalidades, as desgraças dos maus governos são dolorosas infâmias.»

Eça de Queirós, in 'Distrito de Évora'