Hoje saiu a noticia que informa que devido a uma distribuição pelas farmácias inferior a anos anteriores, centenas de milhares de pessoas não terão acesso à vacina da Gripe (500 mil vacinas este ano...1 milhão em anos anteriores). Face a esta situação, as farmácias não estão a conseguir atender todas as pessoas que precisariam desta vacina, incluindo os doentes crónicos. Esta situação que é responsabilidade da Direcção Geral de Saúde (DGS) que está na responsabilidade directa do ministério da saúde, tem potencial de vir a provocar danos avultados na saúde pública. Estas são politicas genocidas por parte de um governo que prefere aumentar os gastos nos seus próprios vencimentos, em vez de comprar e distribuir as vacinas para prevenir a gripe. Por cada pessoa que não possa tomar a vacina e que em consequência disso venha a morrer, o culpado principal tem um nome e um rosto. O nome é o ministro da saúde Paulo Macedo, e o rosto é este :
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sábado, 30 de novembro de 2013
quinta-feira, 28 de novembro de 2013
Depois de Mário Soares até o Papa Francisco apela à violência??
Nos últimos tempos ouvimos o Ex-Presidente da Républica Mário Soares, dizer que havia o risco de haver violência caso este governo continue no poder e a practicar as mesmas medidas com que nos tem vindo a presentear. Imediatamente foi acusado pelos partidos pertencentes ao governo de estar a instigar à violência, à rebelião e a ser possivelmente um crime.A declaração mais sonante foi mesmo a do "irrevogável" vice- primeiro ministro Paulo Portas, quando disse que "As declarações de um antigo Presidente da República [Mário Soares] são graves porque elas significam, mesmo que involuntariamente, a legitimação da violência e em democracia a violência nunca é a forma adequada de manifestar uma opinião". E, recentemente o Papa Francisco disse na sua exortação apostólica "Evangelii Gaudium":
"Mais cedo ou mais tarde, a desigualdade social gera uma violência que as corridas armamentistas não resolvem nem poderão resolver jamais. Servem apenas para tentar enganar aqueles que reclamam maior segurança, como se hoje não se soubesse que as armas e a repressão violenta, mais do que dar solução, criam novos e piores conflitos. Alguns comprazem-se simplesmente em culpar, dos próprios males, os pobres e os países pobres, com generalizações indevidas, e pretendem encontrar a solução numa "educação" que os tranquilize e transforme em seres domesticados e inofensivos. Isto torna-se ainda mais irritante, quando os excluídos veem crescer este cancro social que é a corrupção profundamente radicada em muitos países - nos seus Governos, empresários e instituições - seja qual for a ideologia política dos governantes."
Se lermos isto pela mesma lente que os partidos do governo lêem, somos forçados a dizer que tanto o Dr. Mário Soares como o Papa Francisco andam os dois a apelar à violência. Mas a realidade é diferente. Qualquer um dos dois, está simplesmente a avisar quem está no poder para o inevitável e para se prepararem. Não porque discordem das políticas que têm sido seguidas (o próprio Mário Soares aplicou muitas quando teve responsabilidades), mas sim porque têm receio de não poderem controlar o que se seguirá e que as pessoas já não oiçam mais o grande centrão político ou no caso do Papa, que as pessoas não mais queiram ouvir que devem sofrer na terra e resignar-se. E este é o grande receio que os leva a virem a público fazer estas declarações. O medo que o mundo mude, e se aperceba que qualquer um dos lados que nos trouxe aqui são de acto o mesmo lado e que já não querem nenhum dos dois.
"Mais cedo ou mais tarde, a desigualdade social gera uma violência que as corridas armamentistas não resolvem nem poderão resolver jamais. Servem apenas para tentar enganar aqueles que reclamam maior segurança, como se hoje não se soubesse que as armas e a repressão violenta, mais do que dar solução, criam novos e piores conflitos. Alguns comprazem-se simplesmente em culpar, dos próprios males, os pobres e os países pobres, com generalizações indevidas, e pretendem encontrar a solução numa "educação" que os tranquilize e transforme em seres domesticados e inofensivos. Isto torna-se ainda mais irritante, quando os excluídos veem crescer este cancro social que é a corrupção profundamente radicada em muitos países - nos seus Governos, empresários e instituições - seja qual for a ideologia política dos governantes."
Se lermos isto pela mesma lente que os partidos do governo lêem, somos forçados a dizer que tanto o Dr. Mário Soares como o Papa Francisco andam os dois a apelar à violência. Mas a realidade é diferente. Qualquer um dos dois, está simplesmente a avisar quem está no poder para o inevitável e para se prepararem. Não porque discordem das políticas que têm sido seguidas (o próprio Mário Soares aplicou muitas quando teve responsabilidades), mas sim porque têm receio de não poderem controlar o que se seguirá e que as pessoas já não oiçam mais o grande centrão político ou no caso do Papa, que as pessoas não mais queiram ouvir que devem sofrer na terra e resignar-se. E este é o grande receio que os leva a virem a público fazer estas declarações. O medo que o mundo mude, e se aperceba que qualquer um dos lados que nos trouxe aqui são de acto o mesmo lado e que já não querem nenhum dos dois.
quarta-feira, 27 de novembro de 2013
Até quando? Governo taxa a EDP....a EDP taxa os Clientes!
O governo criou uma taxa sobre as empresas energéticas, medida essa que foi imediatamente aplaudida por diversos sectores. Pois supostamente, isso iria criar justiça, pois iriam estar a cobrar a quem mais tem e não sempre sobre os mesmo. Essa foi a ideia (errada) com que muita gente ficou. Pois e como admitido hoje pelo ministro Jorge Moreira da Silva, é provável que as empresas de energia repercutam a txa que o governo vai cobrar para cima dos seus clientes. Para que serve então a taxa? Para nada! Ou melhor, serve para o mesmo, para mais um assalto ao bolso de quem vive do seu trabalho e de quem menos tem. Mas esta situação já seria de esperar, pelo menos por quem não confia no "mercado". Pois estas empresas tudo fariam para manter os seus lucros milionários, e para isso, como óbvio não irão hesitar entre manter os lucros (ou aumentar) ou diminuirem os seus lucros. Esta situação só poderia ser resolvida, com a criação de uma tabela de preços máximos sobre os preços dos combustíveis, electricidade ou outros produtos energéticos. Esta tabela iria evitar com que aumentassem os lucros como o fazem, com que a tributação fosse justa e não fosse possível repercutir e cobrar (indirectamente) a quem consome energia em vez de quem ganha com ela. Mas isso este governo não quer, pois iria afectar os amigos que tem em todas estas empresas em vez de como vai fazer afectar novamente quem menos tem!
segunda-feira, 25 de novembro de 2013
The King is dead, the King will live again.
Há quem venha afirmar que a redução catastrófica do número de espectadores nas salas de cinema era algo inevitável, o resultado da pirataria cibernética. Eu pergunto me se o facto dessa redução se ter dado nos últimos 4 anos é uma coincidência. Claro que não. A experiência comunal de uma sessão de cinema não pode ser substituída pelo ecrã de um computador ou de uma televisão. Ninguém no seu perfeito juízo argumentaria que ver uma peça de teatro na televisão é igual a vê-lo ao vivo. Porque haveria de ser diferente com os imensos ecrãs prateados pintados por lanternas mágicas? A diminuição do poder de compra, a especulação imobiliária, a brutalidade do aumento dos impostos sobre imóveis são a prosaica razão da destruição dos "Cinemas Paradisos" deste país.O Monumental teria sido perfeitamente rentável com uma terceira sala, alteração projectada pelo seu arquitecto, Raúl Rodrigues Lima, nas vésperas da sua demolição em 1983. Resta-nos assim, dos cinemas Paradiso lisboetas apenas O Nimas também explorado pela Medeia Filmes. Desde que cheguei a Lisboa, ja vi fechar os castiço Quarteto e Ávila.Demolido foi o Europa em Campo de Ourique e esse será também já o destino do Odeon, um dos mais belos edifícios de Lisboa e um exemplo raro de pura arquitectura Art Déco em Portugal. Outra jóia Art Déco é o Paris, na Estrela, que vai lentamente apodrecendo.O Condes, que hoje abriga um franchising de restauração, foi a última edificação num local onde existira continuamente desde o Século XVIII uma sala de espectáculos, primeiro de teatro e mais tarde também de cinema. O Cine Royal na Graça, primeiro cinema sonoro da cidade é hoje um supermercado e um dos mais antigos, de todos,datando de 1907 o Animatógrafo do Rossio foi transformado numa sex shop. Todas as cidades sofrem em maior ou menor medida da selvajaria filistina da especulação imobiliária.A ideia de que só em Portugal se cometem estas atrocidades é um disparate mas o cenário em Lisboa é particularmente dantesco. A excepção do São Jorge,do Nimas e do Cinearte, tudo o que existiu de salas de cinema foi demolido parcial ou integralmente,abandonado á ruína ou desfigurado para dar lugar a uma nova utilização. Os velhos templos foram profanados pela ganância, pela corrupção e pela ignorância e o King, com a sua programação ecléctica, cosmopolita é literalmente uma das últimas vítimas.Pouco mais resta para salvar. Mas sabemos quem são os culpados e quero acreditar que um dia haverá justiça, que um dia haverá pão, saúde, educação e cultura para todos. Que novos Kings se erguerão em cada bairro.A Cultura não é um luxo, é uma necessidade, um direito. Havemos de o conquistar.
sexta-feira, 22 de novembro de 2013
O tabu das escadas
Ontem na manifestação das forças policiais viu-se aquilo que já não se via desde 15 de Outubro de 2011, a tomada das escadarias pelos manifestantes. Claro que só aconteceu devido à pouca vontade ou ordens da polícia para bater nos colegas como nos anos 90 aconteceu.
Mas o mais surpreendente (ou então não) é as posições que ao longo do dia têm saltado, seja de representantes do movimento que se lixe a troika, seja de membros desse mesmo colectivo.
Então ainda hoje o Ricardo Morte, em entrevista diz que o movimento que se lixe a troika, quer ter o direito de ir para as escadas também. Esta posição seria cómica...se não fosse trágica! Pois é de recordar, que em vésperas da manifestação de 26 de Outubro foram representantes do movimento QSLT pedir encarecidamente (e quase de joelhos) que a presidente da Assembleia da República desse o direito a usar as escadas. E como disse, e não fosse cómica, seria trágica, pois as escadas da assembleia da república não são algo que se peça, tal como as manifestações também não se pedem, e devem ser um direito, pois são, como se costuma dizer parte integrante da "casa da democracia". E que democracia é esta que veda parte da sua "casa" aos cidadãos?
Outra coisa, que me leva a pensar que a discussão não se quer séria mas sim uma caricatura de discussão é este artigo no 5 Dias, por parte do também membro do Que Se Lixe a Troika Tiago Mota Saraiva. Em que compara a subida das escadas da assembleia da república (um local de poder em que a polícia evita sempre que se suba) a uma subida à escadaria do Bom Jesus em Braga. Eu posso dizer que já subi a escadaria do bom Jesus em Braga várias vezes, mas só quem esteja de má fé (e não é um trocadilho religioso) pode comparar estas duas situações. Fico à espera de uma discussão mais séria e de menos tentativas de atirar areia para os olhos...
Mas o mais surpreendente (ou então não) é as posições que ao longo do dia têm saltado, seja de representantes do movimento que se lixe a troika, seja de membros desse mesmo colectivo.
Então ainda hoje o Ricardo Morte, em entrevista diz que o movimento que se lixe a troika, quer ter o direito de ir para as escadas também. Esta posição seria cómica...se não fosse trágica! Pois é de recordar, que em vésperas da manifestação de 26 de Outubro foram representantes do movimento QSLT pedir encarecidamente (e quase de joelhos) que a presidente da Assembleia da República desse o direito a usar as escadas. E como disse, e não fosse cómica, seria trágica, pois as escadas da assembleia da república não são algo que se peça, tal como as manifestações também não se pedem, e devem ser um direito, pois são, como se costuma dizer parte integrante da "casa da democracia". E que democracia é esta que veda parte da sua "casa" aos cidadãos?
Outra coisa, que me leva a pensar que a discussão não se quer séria mas sim uma caricatura de discussão é este artigo no 5 Dias, por parte do também membro do Que Se Lixe a Troika Tiago Mota Saraiva. Em que compara a subida das escadas da assembleia da república (um local de poder em que a polícia evita sempre que se suba) a uma subida à escadaria do Bom Jesus em Braga. Eu posso dizer que já subi a escadaria do bom Jesus em Braga várias vezes, mas só quem esteja de má fé (e não é um trocadilho religioso) pode comparar estas duas situações. Fico à espera de uma discussão mais séria e de menos tentativas de atirar areia para os olhos...
terça-feira, 19 de novembro de 2013
Em defesa da Constituição, da Democracia e do Estado Social
Mário Soares - Chamou o FMI por 2 vezes e foi responsável pela entrada de Portugal na UE, sem qualquer salvaguarda;
Alberto Costa: Ministro da Justiça no primeiro governo Sócrates e ministro da Administração Interna no Governo Guterres;
Pacheco Pereira: Deputado do PSD em 4 legislaturas;
Freitas do Amaral: Foi ministro da defesa nos anos 80, deputado em algumas ocasiões e Ministro dos negócios estrangeiros do 1º governo Sócrates;
António Capucho: Ministro em 2 governos (IX e XI), Deputado (1980 - 1999);
Tudo em governos que tiveram responsabilidades no estado a que chegámos, seja em chamar o FMI, seja em Governos Cavaco Silva (seria moroso colocar aqui todo o role de responsabilidades de Cavaco Silva), Governo Guterres, seja como deputados ou como ministros em governos José Sócrates.
E são estas pessoas que nos conduziram até aqui e que atacaram de todos os modos a constituição, a democracia e o Estado Social que agora pretendem vir defendê-lo?
domingo, 17 de novembro de 2013
Vocês sabem de quem estou a falar...
Se há
coisas de que não precisamos mais é de esquerda mediana. É a esquerda
mediana que marca manifs/passeatas de 6 em 6 meses, que tem medo de
atravessar pontes, de pôr em causa o Euro, que nada diz contra a violência policial sobre manifestantes, que quer negociar uma dívida que
resulta de décadas de corrupção e da usura dos capitalistas
financeiros, que virou as costas a toda uma geração de precários
e que não pretende pôr em causa o sistema. Que se foda a Esquerda do
meio e todos os seus antigos e novos representantes. Para o caixote do
lixo da História com vocês, em breve, muito em breve. Vocês não são
livres coisa nenhuma, são marionetas voluntárias do sistema. Eu sim serei
livre e não será por ficar no meio. Decididamente, no que diz respeito a
Esquerda, no meio não está a virtude nem a liberdade!
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