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segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

E depois do PSD vem o PS?

A discussão sobre as Europeias e a partir  daí as legislativas (antecipadas ou não) está lançada. A pergunta que qualquer pessoa objectivamente faz é "quem governará o país?". Porque por mais idealismos que existam, a maioria das pessoas são práticas na altura de depositarem o voto nas urnas. E aí, regra geral há duas hipóteses, ou votam PS ou PSD. A questão que fica é, e se houvesse uma terceira alternativa à esquerda com abrangência suficiente? Aí poderíamos ter outro desfecho, com uma coligação alargada que incluísse PCP, BE, LIVRE, PAN, MAS e militantes do PS que considerem que o PS não pratica políticas de esquerda. Mas para isso alguém tem de dar o primeiro passo. Já tivemos vários proponentes...o Movimento 3D (com Daniel Oliveira), o LIVRE (com Rui Tavares) e o Movimento Alternativa Socialista. Mas ao longo dos dias, ou as propostas caem, como com o 3D ("3D, o manifesto que já garantiu que está fora da corrida às europeias – porque o Bloco de Esquerda só aceitava convergir sem o Livre de Rui Tavares."), ou decidem por se quererem enfiar dentro do governo com o PS e fazer portanto uma austeridade mais soft, mas austeridade à mesma, como foi o LIVRE. Sobra portanto o Movimento Alternativa Socialista (MAS), que propôs uma coligação alargada às Europeias que incluí-se PCP, BE, LIVRE, PAN e 3D, mas também por este lado não está fácil. Além de o Bloco de Esquerda já ter recusado liminarmente qualquer convergência, o PCP já lançou candidato próprio, pelo que esta muito desejada unidade alternativa à esquerda parece para já gorada. Resta pensar no futuro, mas sem descartar o presente e um pensamento que deve passar pela cabeça de toda a gente. Deixamos o País e a Europa nas mãos de quem nos trouxe até aqui ou mudamos? Quanto a quem não quer mudar e quer apenas continuar a dizer que está mal sem se propôr fazer diferente, devemos desejar boa viagem, e nunca mais depositar aí esperanças.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

A Sra Ministra das Finanças

Vitor Gaspar já andava a ver a sua vida muito complicada desde as manifestações de Setembro/Outubro do ano passado. Depois da greve geral de 27 de Junho não resistiu e apresentou publicamente demissão do governo. Já vai tarde, não deixa saudades, mas deixa um rastro de destruição no país difícil de consertar. Mas a nova ministra não vem para consertar isto, vem para acabar com o que ainda restou. Mais, tem a pesar sobre si a sombra de uma monstruosa mentira sobre aplicações financeiras de alto risco com dinheiro de todos nós... que perdeu... mesmo muito, muito dinheiro. Esta escola revela algumas coisas, a saber:
já ninguém em seu perfeito estado aceita colaborar com este governo;
  • a escolha é má e revela desespero;
  • o timing da troca é curioso - a ministra está sob fogo e ainda assim é nomeada.
O certo é que Gaspar deixa Passos entregue a si mesmo e a ser apontado como máximo responsável de tudo o que aconteça no país. Um dos pilares deste governo acaba de ruir.
A partir deste momento, o alvo é Passos Coelho. De forma óbvia!
Passos tem de apresentar um orçamento para 2014 já em Outubro. As melhores apostas são que o governo não sobrevive às autárquicas e a este novo orçamento. Isto se é que ainda não vimos novo orçamento rectificativo poucos dias antes desse. O défice nunca será o pretendido pela troika e o povo está pronto para transbordar com a última gota. Eventualmente, terá sido esta substituição uma tentativa de conter a panela de pressão social, mas a escolha foi suicida.
Que caia o governo com todos os seus tiques fascistas e que a liberdade e o povo tomem as ruas e o poder em suas mãos!