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sábado, 26 de novembro de 2011

Que no nos represéntas!

Um dos gritos que mais se ouve nos movimentos de indignados que começaram em Espanha é a frase “Que no nos represéntas!”, passando a mensagem de que esta democracia não nos representa e de que as pessoas não se sentem representadas por um sistema que todos os dias vilipêndia os seus direitos mais básicos.
E eis que a Assembleia Regional da Madeira (ARM) aprova uma lei que vem pôr em causa todos os princípios democráticos até agora seguidos por esta III República. Com a lei que determina que um único deputado se pode substituir a todos os outros deputados caso não se encontrem presentes na Assembleia na altura da votação dá-se uma machadada final na Democracia Representativa na qual poucas pessoas se sentem representadas. Com esta decisão cai por terra a ideia de que se elegia os deputados para representarem o povo que os elegeu, tornando o governo regional (no caso) num todo poderoso que apenas precisa de um deputado alinhado com a politica central para que todos os seus projectos passem e seja deitada por terra a ideia de que um deputado deve ser livre de votar.
Tempos sombrios aproximam-se numa altura em que todos os princípios democráticos são enfiados na gaveta ditatorial de governos que não têm o mínimo respeito pela dignidade das pessoas que deviam respeitosamente governar proporcionando-lhe uma vida progressivamente melhor. Isto é tão mais grave quando neste mesmo dia o senhor primeiro-ministro Pedro Passos Coelho disse numa conferência que “temos de recuperar a competitividade perdida de à 40 anos para cá.”. Que competitividade senhor primeiro-ministro?? A competitividade que levava crianças de 11 anos trabalhar para os campos e a não estudarem por falta de dinheiro das respectivas famílias? Ou será a competitividade que fazia de nós um dos países mais pobres e atrasados da europa, onde até uma simples refeição se tinha de resumir muitas vezes a uma malga de sopa pois não havia dinheiro para mais? Senhor primeiro-ministro quer voltar ao país onde as crianças tinham de andar descalças porque não havia dinheiro para comprar calçado novo, e onde o melhor calçado era reservado para certas ocasiões?? Tenha vergonha Senhor Pedro Passos Coelho (que de senhor nada tem). Uma coisa consigo garantir, qualquer que seja a situação o Povo Português não se calará! A uma tentativa de instituição de pobreza Mundial a resposta terá de ser uma de todos os Povos do Mundo...LUTA!!

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