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sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Solidariedade com os trabalhadores da GroundForce


Ontem, dia 29 de Dezembro, os trabalhadores da groundforce sofreram uma traição impensável à primeira vista por um suposto "aliado". O sindicato SITAVA que "representa" os trabalhadores desta empresa de "handling" ocupou-se neste último mês em negociar (IMAGINE-SE!!!) a privatização da TAP e GroundForce. Como é possível que um sindicato em vez de defender os direitos dos trabalhadores desta empresa que estão muitas vezes com problemas, se preocupe em tentar negociar directamente com o comprador a venda de uma empresa Pública (semi-pública já)? A situação já era suficientemente gravosa se fossem apenas estes os factos que se passaram nos últimos tempos e em particular no dia de ontem, A situação piora quando os trabalhadores desta empresa tentam entrar na reunião em que estava a ser cozinhado este negócio (é o direito deles..é o emprego deles), e eis que os responsáveis do sindicato dizem que não há condições para continuar a reunião. No imediato chamam a polícia de intervenção para retirar os trabalhadores da sala (sim os que eles era suposto estarem a defender). Resta apelar a que se demitam estes dirigentes sindicais ou que o Senhor Carvalho da Silva tenha a dignidade de afastar quem tão mau nome continua a dar ao já enlameado nome dos sindicatos portugueses.

Por uma alternativa em que te revejas...dia 21 de Janeiro A RUA É TUA!!!

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Em Ruptura, pela Esquerda

Não é de hoje que muita gente ligada ao espectro esquerdo da política, quer seja por militância ou pura convicção, não se revê no Partido Comunista Português nem no Bloco de Esquerda. As pessoas estão francamente desiludidas e sentem-se muito traídas pelo estalinismo bolorento do PCP e pelo reformismo confrangedor do BE. Ambos perderam a combatividade e irreverência que originalmente os caracterizava, deixando a esquerda fracturada e sem uma força lutadora.

Estão assim escancaradas as portas e estendido um tapete de boas-vindas a uma nova força de esquerda, diferente, inconformada, e independente, que se anuncia com o surgimento do Ruptura/FER como partido. Agora que soltou o seu grito do Ipiranga face ao Bloco, espera-se que seja tudo o que o PCP e o BE já não são – um partido de Esquerda.

Não temos uma esquerda verdadeira no panorama nacional. O PCP já esqueceu a sua vertente lutadora, cristalizou-se no aparelho estalinista e na CGTP, que, quando pressionada com milhares de pessoas na rua trazidas pelo Movimento 15 de Outubro, lá convoca uma greve geral. Depois, e para não ser totalmente ultrapassada, decidiu a custo a realização da manifestação, pese embora as manifs da CGTP mais se assemelhem a passeios pelas avenidas em que no fim, todos, obedientemente, entram nos autocarros devidamente fretados para o efeito e regressam a casa.

O Bloco chegou ao ponto de apoiar Manuel Alegre, candidato do PS, às Presidenciais; nem lançou candidato próprio, nem fez unidade de acção à esquerda com o PCP, que ainda lançou Francisco Lopes.

A cereja em cima do bolo é de facto a defesa da renegociação da dívida.

Contra tudo isto se anuncia o Ruptura/FER, uma alternativa socialista, com base assente na Quarta Internacional, independente, por que se autofinancia, defensor de uma democracia activa e participativa, e que apoia os movimentos sociais, comparecendo assiduamente nos protestos convocados.

O Contra-Reaccionário dá, assim, as boas-vindas a esta nova força política, incitando a que não se acomodem e não desiludam como os seus predecessores.

Longe de ser mais uma divisão na Esquerda, deverá trazer a reunificação de quem anda disperso.

Ganhem vida e sejam a alternativa de que a Esquerda em Portugal necessita.

E estejam connosco a 21 de Janeiro, na rua, em mais uma iniciativa do 15O.

As ruas são nossas!

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

O Governo emigrado



Em todo o mundo assiste-se a vários ciclos de emigração em que as populações devido às fracas condições de vida procuram uma vida melhor no exterior. Mas em todas as vagas de emigração há uma coisa em comum, o povo emigra. Pois, em Portugal a situação é diferente, pois o Governo português além de incentivar a emigrar já tomou a dianteira, pois o ministro dos negócios estrangeiros nunca está cá e só veio passar o natal cá provavelmente por falta de convites do exterior para passar a quadra natalícia.
Tem sido pedido descaradamente para se emigrar se não tivermos trabalho no nosso País o que se apresenta como uma assumpção por parte do governo que FALHOU! Falhou porque assume que não irá conseguir dar uma vida condigna a quem trabalhou toda a vida, falhou porque não assume que não irá dar educação e saúde a um preço que não exclua ninguém (Gratuito não exclui) mas o seu maior falhanço foi o desrespeito pela Constituição que estabelece no seu artigo 58º que “Todos têm direito ao trabalho” e que incumbe ao Estado a “execução de políticas de pleno emprego”. Pois, por isto tudo e não só o governo falhou, e a falha é no incumprimento de um critério essencial (não, não é o critério de estabilidade orçamental), esse critério é o do cumprimento da lei essencial que é jurado cumprir. Por isso resta exortar a que o Governo tenha vergonha na cara e face a saber que não irá conseguir fazer cumprir a constituição o assuma e se demita ou que o Presidente da República tome uma posição de firmeza e defenda a constituição que jurou cumprir demitindo o Governo. Por isso a exigência e batalha diária do Contra-Reaccionário será de que o Governo siga o pedido que faz à população desempregada e emigre!

domingo, 18 de dezembro de 2011

O virar de costas...

Com a situação social a piorar todos os dias e a assistir-se a um constante ataque à classe trabalhadora pelo governo mais à direita dos últimos 37 anos (sim! Mais à direita só antes do 25 de Abril)  temos os dois partidos de esquerda mais preocupados com situações menores no meio de tudo o que nos ataca como um referendo à privatização da água, quando deveria haver um referendo à austeridade e à política suicida conduzida por sucessivos governos. Recentemente (relativamente) tivemos as eleições na Madeira, e encontrámos a esquerda completamente esfrangalhada e com propostas de um reformisto que só lembraria a leitores assíduos de Edward Bernstein (um dos criadores da social-democracia).  O senhor Jardim (um dos últimos "senhores do cadeirão" da Europa) é responsável pelas negociatas que conduziram a Madeira à situação de não conseguir saber como vai ser o dia seguinte. Nestes dias são aumentados os impostos, em especial sobre as PME's da zona continuando o grande capital ao abrigo da "zona franca" na qual conseguem pagar uma taxa de imposto que é um insulto para todos os trabalhadores. Essa falta de união à esquerda contra o inimigo nº1 do povo madeirense proporcionou mais uma vez a vitória à direita e sacrificou novamente o povo.
Claro que esta opinião é desmentida de imediato pelo PCP  que como sempre é o eterno vencedor das eleições. Pois embora tenham tido o resultado mais baixo da ultima década digamos que para os lados da Rua Soeiro Pereira Gomes não se passa nada. Relativamente ao BE a situação é a mesma, com a  agravante de que com o objectivo de fortalecer a campanha o "ilustre" Francisco Anacleto Louça se tenha deslocado à Madeira com o objectivo de defender um aumento de impostos (!), campanha essa que veio a resultar num decepcionante ultimo lugar e correspondente saída do parlamento regional.
Agora podíamos dizer como já foi dito "o povo virou à direita"...mas será que quem virou à direita foi o Povo ou foram o PCP e o BE?? Diria estes dois partidos viraram à direita e não o povo. Estes dois partidos já não representam a esquerda.E o povo na ânsia de votar em algo que não fosse o PSD virou-se para quem atacava o governo regional, respectivamente CDS...PTP... PAN

Estamos numa situação em que estes dois partidos viraram as costas ao Povo concentrando-se nos "tachos" de S. bento. Cada vez mais é necessário uma alternativa de esquerda credível que defenda e dê voz aos trabalhadores, estudantes e reformados deste país.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Porquê a Suspensão do pagamento da Dívida?

A suspensão do pagamento da dívida representa o grande "fantasma" da esquerda portuguesa e da esquerda europeia (quiçá até mundial), do qual a grande maioria se recusa a falar e numa atitude esquizofrénica tenta conciliar um programa de esquerda dentro de um sistema que favorece a direita. Nunca o capitalismo mundial iria deixar que se aplica-se medidas anti-capitalistas de animo leve, forçando nesse caso a queda do governo ou do sistema que as apoiaria. Deste modo defender a reestruturação da dívida (já defendida inclusive por variados economistas de renome) é defender o sistema capitalista. Pode-se alegar (e não seria mentira) que renegociar os juros da dívida seria ter mais dinheiro para investir na economia, o que é verdade. Mas o que é verdade também é que se aumentar os prazos,mesmo diminuindo os juros, no final paga-se MAIS. Darei um pequeno exemplo:

10000 €  x 7% (taxa juro empréstimo) x 5 anos (dívida a 5 anos) = 3500 € juro
Agora se renegociarmos a dívida de 10000 euros, estendendo o prazo para 12 anos (mais do dobro) e diminuirmos a taxa de juro qual será o nosso resultado??

10000 € x 5% (Nova taxa de juro) x 12 anos (dívida passou a ser pagável a 12 anos) = 6000 € de juro

Sem surpresa os juros a pagar aumentaram para praticamente o dobro, o que significa que renegociar a dívida (parte  dela é ilegítima) é pagar ainda mais do que pagamos agora! Deste modo a única solução afigura-se como a suspensão do seu pagamento para se conseguir revitalizar os sectores produtivos da economia e fazer "crescer" a economia retirando (ainda que temporariamente) o que asfixia o seu desenvolvimento.
 Com o dinheiro anteriormente indexado ao pagamento do serviço da dívida (apenas os juros) conseguiria-se não ter défice, mas mais que isso, com este dinheiro poderíamos promover um verdadeiro crescimento assente nas indústrias que ao longo das últimas 2 décadas foram abandonadas.
Só com o reactivamento da indústria pesqueira, da agricultura, da indústria metalúrgica, entre outras poderíamos reduzir a dependência do exterior e termos enquanto país um desenvolvimento que pudesse devolver a todas as pessoas a vida que perderam e a esperança que perderam.


Por isto dia 21 de Janeiro o Contra-Reaccionário estará na rua a apoiar a manifestação promovida pela Plataforma 15 de Outubro

O povo em luta!

Há poucos dias, um ministro da nossa praça veio afirmar publicamente que “o povo é manso”, fazendo uma apologia da passividade dos portugueses como se fossem criaturas amorfas e desprovidas de vontade e opinião e avançassem como cordeiros para o matadouro. Talvez o Sr. Ministro queira rever agora as suas declarações após os ataques a caçadeira e fogo posto às portagens da A22, no Algarve. Há que ser solidário com um povo que se revolta ao ver que a única estrada decente da região que utilizam sem cessar para ir trabalhar lhes vai ser taxada e com valores exorbitantes para quem lá passa todos os dias. Se quem mora na periferia de Lisboa, tivesse que pagar todos os dias para entrar em Lisboa, a reacção seria talvez semelhante…

As medidas do Governo têm sido um ataque violento e permanente à já parca qualidade de vida dos cidadãos. O governo não tem deixado de atacar nenhum sector.

A Saúde sofreu aumentos na ordem dos 100% nas taxas moderadoras.

A educação está a sofrer cortes nunca antes vistos e que estão a dar passos óbvios na via da privatização do ensino e na elitização de faculdades.

Os transportes são cada vez menos um serviço e passam a ser um negócio para entregar a privados sobrecarregando os utentes com passes aumentados 4 vezes num ano. O povo usa os transportes para se deslocar para os seus empregos e escolas, sendo que cada aumento significa um violento abalo nos orçamentos familiares.

Quando cidadãos legitimamente se manifestam contra o governo são reprimidos e os vários responsáveis prestam declarações apoiando acções ilícitas por parte de agentes de autoridade, como se verificou a 24 de Novembro com a condenação de 2 manifestantes a penas suspensas num tempo recorde de 3 semanas.

Não estará em boa altura de o governo fazer um exame de consciência e perceber o abismo em que entramos, a espiral descendente que iniciámos e que só nos conduzirá à tragédia grega? Será que não deverá cogitar se realmente quer atiçar a ira do povo?

Se a resposta for que o governo está convencido da sua invencibilidade, o povo que já deu sinais de não ser o cordeiro do sacrifício, vai deixar a sua vontade explícita de formas que talvez venham a desembocar em situações que se desejaria evitar, mas que se tornarão inevitáveis. Como dizia o Presidente Kennedy, quem reprime a expressão democrática pacífica acaba por provocar revoluções violentas.

O Contra posicionar-se-á sempre em defesa da vontade soberana do povo.

Dia 21 saímos novamente à rua com a Plataforma 15O. As ruas são nossas!

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

União Orçamental?? Porquê?

Hoje, dia 2 de Dezembro de 2011, a senhora Angela Merkel dá como certo no seu parlamento que a união orçamental dos países da zona euro está prestes a ser criada. Uma união orçamental deste género terá de assentar forçosamente num orçamento comum e provavelmente em perda de soberania a vários níveis. Uma união orçamental neste momento iria apenas forçar todos os países para o abismo e para um controlo de um só país, pois todos os países passariam para um controlo alemão sem precedentes (só comparável com o período de ocupação nazi de 1938 -1945 que vários países sofreram). Uma verdadeira “União Europeia” teria primeiro de passar por ser uma UNIÃO de povos, em que o nível de vida fosse posto no mesmo patamar de desenvolvimento e qualidade de vida. Para esta qualidade de vida ser nivelada teria de se instituir um salário mínimo europeu que ficaria muito provavelmente num nível de uns 1150 euros mensais o que se traduziria num aumento de qualidade de vida imediato e que possibilitaria a saída imediata da “crise” através do “consumo”. Mas esta não será a ideia da senhora Merkel, estando sim em cima da mesa um plano de empobrecimento da Europa para se exportar melhor. Por isso e como não concordo com um controlo da Europa por um país que no passado já provou não ter governantes muito confiáveis deixo aqui uma proposta a cada um dos leitores e à blogosfera na sua totalidade, a proposta é a de que se lance uma campanha para um referendo à escala europeia sobre o rumo que os cidadãos da Europa querem seguir. Aproveito e deixo já umas possíveis perguntas:
  • Sim ou Não ao euro?
  • Sim ou Não a uma União Politica e Orçamental?

Este sindicalismo...


O sindicalismo por definição deve procurar defender os interesses dos seus associados e ser combativo nesses actos, pois a defesa dos direitos dos trabalhadores deve ser o seu principal objectivo. Aproveito para citar o exemplo do sindicato dos maquinistas da CP (Comboios de Portugal) que como forma de proteger os trabalhadores seus associados instituiu (para quem quisesse aderir) um fundo de greve. Que fundo é este?
Este fundo é formado por 1% do salário do trabalhador que desconta 2% para o sindicato em vez do habitual 1%, deste modo sempre que exista greves ou alguma situação (como por exemplo despedimento injustificado e em tribunal) o trabalhador possa receber o seu salário. Essa situação não é comum em Portugal existindo apenas em 2 sindicatos (nenhum deles afecto às centrais sindicais), o Sindicato do maquinistas (SMAQ) e no Sindicato dos Pilotos. Esta situação é tão mais grave quando se sabe que pessoas como o Sr. Carvalho da Silva que de cada vez que vai a um programa recebe 600 EUROS, mas que não efectua diligências com vista a que os sindicatos desta estrutura sindical constituam fundos de greve. Para isto bastaria apelar aos trabalhadores que descontassem apenas mais 1% do seu salário sabendo que iriam ter os seus salários garantidos enquanto protestavam pelos seus direitos. Esse gesto iria implicar que em Portugal teríamos greves mais aguerridas e participadas, pois quem teria medo de perder o seu dia de salário veria este garantido e estaria disponível para lutar pelos seus direitos e pelos dos seus colegas, amigos e/ou familiares.
Porque razão tanto recusará a CGTP em instituir este mecanismo e em perguntar aos seus associados se querem que seja constituído tal fundo?? Pois...a razão invocada por esta estrutura sindical (em que cada vez menos trabalhadores se sentem representados) é a de que seria difícil para os trabalhadores fazerem este esforço financeiro. Mas será mais difícil fazer um esforço financeiro mensal de 1% do salário ou é mais fácil assistir à continua degradação das condições de trabalho e dos salários Reais (por enquanto ainda não os Nominais)? É esta a questão que deixo para todos e cada um reflectir...

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Solidariedade com o povo Grego

O contra-reaccionário está totalmente solidário com o povo Grego nesta greve geral em curso. E envia as melhores saudações lusas.