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quarta-feira, 5 de março de 2014

Saída à Irlandesa?

A "saída da troika" (que fica cá de uma maneira ou de outra) é um tema quente. Ouvimos constantemente o governo a dizer que quer uma saída à Irlandesa...sem programa cautelar. Dizem também que após a saída da troika teremos "disciplina orçamental" (nova expressão para austeridade). Mas a "saída à Irlandesa" é uma grande mentira. Qual é a saída à Irlandesa? Quando a Irlanda continua com problemas? Ainda hoje a Comissão Europeia veio informar que colocou a Irlanda sob "vigilância reforçada". Qual foi a razão dessa "vigilância reforçada"? A razão invocada por Bruxelas é de que existem "desequilíbrios macro económicos", pelo que a Irlanda irá ter de reportar a Bruxelas as políticas que irá seguir. Deste modo, a Irlanda parece que se encaminha para ser uma semi-colónia de Bruxelas, onde todas as políticas seguidas terão de ter o aval prévio de Durão Barroso e sua equipa. Mas ao que parece, os "desequilíbrios macro económicos" não estão apenas circunscritos à Irlanda, estes estendem-se a uma lista mais vasta:

  • Alemanha
  • Bélgica
  • Bulgária
  • Croácia
  • Dinamarca
  • Eslovénia
  • Espanha
  • Finlândia
  • França
  • Holanda
  • Hungria
  • Itália
  • Irlanda
  • Luxemburgo
  • Malta
  • Suécia
  • Reino Unido.
De reparar a existência neste grupo de países "grandes", como o Reino-Unido, Itália, França e até a Alemanha! Um dado interessante é o facto de Portugal e Grécia não se encontrarem nesta lista. Este facto é explicado pela própria Comissão Europeia com o facto de Portugal e Grécia ainda se encontrarem dentro do programa da troika.
Conclusão disto tudo, é que pelos vistos o problema é global e que não sairemos sozinhos disto, e que o problema não está em Portugal, mas sim no Euro e na União Europeia, e no seu modelo de desenvolvimento, que não se preocupa com o povo, mas só e apenas com os grandes banqueiros e grandes empresas.
  1. Bruxelas coloca Irlanda sob vigilância reforçada

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