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quinta-feira, 15 de março de 2012

Propaganda do Governo VS Realidade

Todos os dias somos bombardeados com a propaganda que nos diz que as medidas de austeridade são inevitáveis e que em Portugal existe um consenso alargado em relação aos planos de destruição da sociedade que correm sob a designação “planos de austeridade”.
Esta mensagem é passada com a conivência dos meios de comunicação, sejam eles televisões, rádios ou jornais. Estes meios de comunicação dizem permanentemente e apresentam sondagens que dizem que, se houvesse eleições hoje, os partidos constituintes do governo seriam novamente eleitos. Estes mesmos meios de comunicação, pelos vistos, recusam-se a divulgar sondagens que dizem que se houvesse eleições hoje, os partidos do governo perderiam votos.
Esta sondagem que estou a falar é da Marktest, que todos os meses publica a evolução das sondagens caso houvesse algum período eleitoral. Esta sondagem vem esclarecer que a população não está ao lado dos famigerados “planos de austeridade” e que se as eleições fossem hoje teríamos os 2 partidos do governo com um total de 35% e o PS com 30%. A partir destes dados, podia inferir-se que os partidos da esquerda parlamentar ganhariam um novo fôlego, mas a situação é completamente oposta. Não só não ganham espaço significativo como ainda caem nas sondagens (caso do BE). O que leva a este divórcio com a chamada “esquerda parlamentar”, quando se nota que a base de apoio ao governo é diminuta? Uma das conclusões a que se pode chegar é que os partidos à esquerda do PS estão a desiludir a sua própria base eleitoral, pois não estão a cumprir a sua função, que seria de impulsionar a luta contra este governo fascizóide. Deste modo, estaria aberta a porta a que novas forças surjam no parlamento. O único caminho para a “esquerda parlamentar” evitar o seu definhamento será o de apresentar uma força comum, de um plano de acção de combate ao desemprego, de combate pelos direitos perdidos e para que seja retomado o que ficou por fazer do 25 de Abril, por nova revolução em Portugal, uma revolução social mas também económica. Sem esta unidade de acção, união das esquerdas ou confederação unitária de esquerda (depende do destinatário), o caminho será sempre o da progressiva transformação em algo com mais próximo de uma ditadura do que numa sociedade evoluída e assente em princípios de liberdade e justiça para todos.
O Contra-Reaccionário irá batalhar ao lado de todos os não se revejam numa versão acabada da História e que pretendam lutar por todos aqueles valores que neste momento vemos perigar ao arrepio da melhor tradição democrática que se deseja que o país de facto siga.
O Contra apoia e estará presente na manifestação de 22 de Março, dia de greve geral, juntando forças com a Plataforma 15 de Outubro em mais uma acção de protesto que se deseja bonita e frutuosa e apela à participação de todos.


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