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segunda-feira, 26 de março de 2012

REPRESSÃO POLICIAL A 22 DE MARÇO DE 2012

Dizem pessoas mais velhas com quem tivemos oportunidade de trocar ideias que se lembram de ver algo assim… nos anos sessenta…
Em plena ditadura de Salazar, os estudantes eram brutalmente reprimidos.


Em pleno 2012, meio século depois desses tempos tenebrosos que se supunham ultrapassados e guardados no baú da memória de alguns e na História do país, eis que voltam a surgir, implacáveis, velhos traumas.
A manifestação saiu calma e tranquila, combativa nas palavras, da Praça do Rossio. Os companheiros de outros movimentos que haviam saído do Saldanha juntaram-se e todos foram bem recebidos. À medida que se iniciava a marcha foram surgindo de todos os lados filas intermináveis de agente da polícia de intervenção que cercaram os manifestantes por todos os lados, vigiando cada passo. Duas ruas acima, ao lado da histórica pastelaria Brasileira, perante a estátua ex-libris de Fernando Pessoa, e de acordo com várias testemunhas e vários testemunhos de imagem, capturaram um manifestante a quem agrediram. Os outros em volta quiseram socorrê-lo e desencadeou-se a maior carga policial de que há memória desde há muitos, muitos anos.
Dois jornalistas foram também agredidos, tendo tido necessidade de receber assistência hospitalar. Um jornalista da Agência Lusa e uma fotojornalista da Agência France Press. Por mais que bradassem que eram profissionais, nada lhes valeu. Bateram em manifestantes, transeuntes, jovens e idosos, pessoas que tomavam café na esplanada, que varreram ao pontapé e à bastonada, pessoas que estavam a sair da Missa. Havia sangue no chão e muitos gritos.
Perante este cenário, impõe-se o alerta, já feito por figuras como Marinho Pinto – a democracia está a perigar. O governo está com tendências perigosas de recorrer aos meios tradicionalmente usados por ditaduras para lidar com a contestação do povo na rua, atentando clara e inequivocamente contra os direitos fundamentais dos cidadãos garantidos na Constituição da República Portuguesa.
Parece que o actual governo de arvora ao direito de tentar calar quem se opõe e expressa claramente as suas opiniões, seja silenciando a comunicação social, seja intimidando por intermédio de forças policiais dispersando manifestações pacíficas à força de bastonada. Urge declarar ao governo de que não serão tolerados comportamentos tais. É necessário mostrar ao governo sem margem para dúvidas que uma maioria parlamentar não é equivalente a poder absoluto. É preciso que o governo perceba que o povo não se calará!






Obrigada Plataforma 15 de Outubro pela iniciativa e pela determinação.

O Contra-Reaccionário declara a sua total solidariedade para com os manifestantes e jornalistas agredidos e saudamos a sua coragem e determinação e faz um apelo claro à coragem de todos para que esses velhos tempos de repressão e ditadura não regressem nunca mais ao país!

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