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quinta-feira, 29 de março de 2012

A fábula d'O coelho e o cavaco

As actuais relações entre Passos e Cavaco são motivo de comentários de quem as descreve como "distantes". Do ponto de vista pessoal, sê-lo-ão, eventualmente. No entanto, existe uma história longa de cumplicidade entre ambos.
Nos anos 90, Passos era "líder estudantil", mas pouco, era o Presidente da Associação Académica ao tempo em que Cavaco era primeiro-ministro.
Com os estudantes anos seguidos em luta, nas ruas, contra as propinas, contra a política de cavaco, contra inúmeros ministros da educação, Passos entre em conversações com Cavaco para estabelecer um acordo indesejado por toda a classe que supostamente representava.
Por sorte, a luta falou mais forte e Cavaco foi obrigado a recuar.
Foram vários anos de greves de alunos, manifestações até São Bento e várias repressões violentas por parte da policia de intervenção.
Parece delinear-se um padrão de comportamento entre estas duas figuras. Ou seja, foram os dois governos mais repressores, sendo que ambos estiveram presentes nesses processos. Ambos tomaram medidas contestadas por todos servindo-se da maioria eleitoral. Ambos deixaram os Portugueses mais pobres.
Estará porventura na hora de não deixar Passos no governo tanto tempo quanto Cavaco!
Estará talvez na altura dos governos PSD perceberem que maioria no parlamento não significa poder absoluto, e que o dever do poder é servir o Povo e não servir-se do Povo a favor dos privilégios de uma minoria burguesa, terão de perceber que o papel de sheriff de Nottingham, para além de fora de moda, atenta contra a constituição, contra os direitos humanos e contra a mais elementar justiça social.
As mentiras de campanha já há muito que caíram por terra e a máscara caiu. A chantagem que têm vindo a fazer com o Povo Português e a inevitabilidade da austeridade está condenada a cair ante o Povo faminto.
Diz a célebre frase que o poder corrompe, e o poder absoluto corrompe absolutamente. Há que não esquecer que quando cai, também cai absolutamente.
Perante casos como o BPN e o "buraco da Madeira", onde a corrupção foi tão absoluta, o julgamento espera-se na mesma medida.
Fica o alerta do Contra - Reaccionário ao governo e ao Povo, que este acorde e reivindique os seus direitos!!

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