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segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

A caminho das Europeias: Apoios, camaleões e roleta-russa ideológica

Parece que a conversa das Europeias já anda aí e é impossível escapar-lhe. Desde o Arménio a dizer que se deve mostrar o cartão vermelho ao Governo nas Europeias, e que portanto sair à rua e derrubar na rua (como a TSU) é uma coisa muito demodé, ao insólito tempo de antena do LIVRE até à candidatura do Marinho e Pinto ou do Nicolau Breyner.
Comecemos então pelo fim e pelo Nicolau Breyner, conhecido e reconhecido actor (até aqui tudo bem) e apoiante (na figura de mandatário) ou candidato quer pelo PSD quer pelo CDS-PP. Este senhor, que ainda recentemente apoiou uma candidatura do PSD a Loures, sendo seu mandatário, vem agora candidatar-se pelo PND. Mas não fica por aqui, em 1995 este mesmo senhor, candidatou-se a  Serpa pelo CDS-PP, não sendo eleito. É o que se pode dizer um verdadeiro camaleão ou um salta-pocinhas, pois enquanto apoia as políticas do governo Passos Coelho/Paulo Portas, candidata-se por outro partido e critica esse mesmo governo...é de ficar baralhado com tal capacidade camaleónica.
Ao mesmo tempo vemos um partido (que ainda não está legalizado) com direito a capas de jornais, aberturas de telejornais, reportagens especiais, entre outras coisas. Estou a falar como é óbvio do LIVRE. Mas o que defende o LIVRE? Defende um Portugal sem Troika e um governo que governe a favor de quem trabalha? Não...defende um governo em que o primeiro-ministro seja José Sócrates (lembram-se dele??). Pois é, como vem hoje na capa do Diário de Noticias, Rui Tavares (RT) diz que o Bloco (no caso) cometeu um erro ao deitar o governo de Sócrates abaixo e outro erro ao não negociar com a Troika. Então ao que vem Rui Tavares? Poderia esclarecer desde já se pretente um governo em que possa ser ministro e em que o primeiro-ministro seja Sócrates ou um governo em que a Troika esteja em permanência em Portugal..é que não se percebe.
De qualquer modo, uma coisa é certa, com o país a passar por uma crise de tamanhos gigantescos, com 300 pessoas a emigrar por dia (numa vaga superior aos anos 60) o que o líder da maior central sindical propõe é mais do mesmo, fiquem em casa e esperem pelas Europeias, onde podem ir depositar um voto para mostrar um cartão vermelho ao governo. Ao que parece, o protesto a sério que ao longo da história deu vitórias que permitiram uma vida melhor é algo demodé e por isso é melhor ficar sentado a ver televisão e no dia 25 de Maio ir de apito, camisola amarela e calção negro...mostrar um cartão vermelho ao governo.

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