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sexta-feira, 22 de novembro de 2013

O tabu das escadas

Ontem na manifestação das forças policiais viu-se aquilo que já não se via desde 15 de Outubro de 2011, a tomada das escadarias pelos manifestantes. Claro que só aconteceu devido à pouca vontade ou ordens da polícia para bater nos colegas como nos anos 90 aconteceu.
Mas o mais surpreendente (ou então não) é as posições que ao longo do dia têm saltado, seja de representantes do movimento que se lixe a troika, seja de membros desse mesmo colectivo.
Então ainda hoje o Ricardo Morte, em entrevista diz que o movimento que se lixe a troika, quer ter o direito de ir para as escadas também. Esta posição seria cómica...se não fosse trágica! Pois é de recordar, que em vésperas da manifestação de 26 de Outubro foram representantes do movimento QSLT pedir encarecidamente (e quase de joelhos) que a presidente da Assembleia da República desse o direito a usar as escadas. E como disse, e não fosse cómica, seria trágica, pois as escadas da assembleia da república não são algo que se peça, tal como as manifestações também não se pedem, e devem ser um direito, pois são, como se costuma dizer parte integrante da "casa da democracia". E que democracia é esta que veda parte da sua "casa" aos cidadãos?
Outra coisa, que me leva a pensar que a discussão não se quer séria mas sim uma caricatura de discussão é este artigo no 5 Dias, por parte do também membro do Que Se Lixe a Troika  Tiago Mota Saraiva. Em que compara a subida das escadas da assembleia da república (um local de poder em que a polícia evita sempre que se suba) a uma subida à escadaria do Bom Jesus em Braga. Eu posso dizer que já subi a escadaria do bom Jesus em Braga várias vezes, mas só quem esteja de má fé (e não é um trocadilho religioso) pode comparar estas duas situações. Fico à espera de uma discussão mais séria e de menos tentativas de atirar areia para os olhos...

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