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quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Porquê a Suspensão do pagamento da Dívida?

A suspensão do pagamento da dívida representa o grande "fantasma" da esquerda portuguesa e da esquerda europeia (quiçá até mundial), do qual a grande maioria se recusa a falar e numa atitude esquizofrénica tenta conciliar um programa de esquerda dentro de um sistema que favorece a direita. Nunca o capitalismo mundial iria deixar que se aplica-se medidas anti-capitalistas de animo leve, forçando nesse caso a queda do governo ou do sistema que as apoiaria. Deste modo defender a reestruturação da dívida (já defendida inclusive por variados economistas de renome) é defender o sistema capitalista. Pode-se alegar (e não seria mentira) que renegociar os juros da dívida seria ter mais dinheiro para investir na economia, o que é verdade. Mas o que é verdade também é que se aumentar os prazos,mesmo diminuindo os juros, no final paga-se MAIS. Darei um pequeno exemplo:

10000 €  x 7% (taxa juro empréstimo) x 5 anos (dívida a 5 anos) = 3500 € juro
Agora se renegociarmos a dívida de 10000 euros, estendendo o prazo para 12 anos (mais do dobro) e diminuirmos a taxa de juro qual será o nosso resultado??

10000 € x 5% (Nova taxa de juro) x 12 anos (dívida passou a ser pagável a 12 anos) = 6000 € de juro

Sem surpresa os juros a pagar aumentaram para praticamente o dobro, o que significa que renegociar a dívida (parte  dela é ilegítima) é pagar ainda mais do que pagamos agora! Deste modo a única solução afigura-se como a suspensão do seu pagamento para se conseguir revitalizar os sectores produtivos da economia e fazer "crescer" a economia retirando (ainda que temporariamente) o que asfixia o seu desenvolvimento.
 Com o dinheiro anteriormente indexado ao pagamento do serviço da dívida (apenas os juros) conseguiria-se não ter défice, mas mais que isso, com este dinheiro poderíamos promover um verdadeiro crescimento assente nas indústrias que ao longo das últimas 2 décadas foram abandonadas.
Só com o reactivamento da indústria pesqueira, da agricultura, da indústria metalúrgica, entre outras poderíamos reduzir a dependência do exterior e termos enquanto país um desenvolvimento que pudesse devolver a todas as pessoas a vida que perderam e a esperança que perderam.


Por isto dia 21 de Janeiro o Contra-Reaccionário estará na rua a apoiar a manifestação promovida pela Plataforma 15 de Outubro

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