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quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Austeritarismo - Nova forma de guerra

Os países, sobretudo os Europeus, estão a experimentar um novo tipo de guerra nunca antes visto. As guerras costumam caracterizar-se por serem protagonizadas por exércitos e material bélico dos mais variados géneros. Mas este novo tipo de guerra dispensa os instrumentos tradicionais, apostando na guerra social como forma de ganhar uma maior margem de lucro explorando os já explorados. Esta guerra social a que estamos a assistir pode, à primeira vista, não parecer tão agressiva como uma guerra militar, mas a agressividade é igual ou ainda pior. Enquanto numa guerra praticada por exércitos o povo sabe que se está a travar uma guerra, esta que está a ser travada agora é na sombra, ceifando vidas também. Na Grécia, país em que a guerra europeia começou primeiro, e em que está numa fase mais avançada já há famílias, que eram consideradas de classe média, que são obrigadas a entregar os próprios filhos a instituições devido a não terem como os alimentar. Outros morrem de fome. São todos os dias milhares de vidas são roubadas por políticas que tiram às pessoas de menores rendimentos aquilo que já não possuem, deixando-as no limite da sobrevivência. A Europa está a ser arrastada para um mundo de trabalho gratuito, de perda de direitos básicos (como a saúde e a educação) e de precarização da vida, com todas as consequências nefastas que pode ter neste espaço e as repercussões no mundo inteiro. Este sistema que é completamente injusto e incapaz de gerar bem-estar social para uma camada alargada da população, é o mesmo sistema que paga ordenados milionários a gestores e que deixa morrer pessoas por falta de assistência na saúde ou por falta de comida. O exemplo mais flagrante (no momento) é os mais de 600 000 euros que o ex-ministro das finanças de Cavaco Silva, e directamente responsável por boa parte da dívida pública que existe, vai ganhar por “supervisionar” a EDP. Este valor anual daria para pagar o salário mínimo a cerca de 100 trabalhadores, com os 12 meses de salário e incluindo subsídio de férias e de natal. O problema aqui não está apenas na imoralidade, mas sim no que somadas todas as declarações dos “responsáveis” governamentais se vem a concluir. Este governo procura elogiar a pobreza (infame!!) ao mesmo tempo que distribui “tachos” por todos os amigos do governo. E já nem tentam disfarçar o facto de, nas nomeações e privatizações, só estão incluídos membros de cartão Laranja ou Azul, pessoas essas que são responsáveis imediatos pelo estado da economia portuguesa.
É urgente que todas as pessoas se mobilizem a elas próprias, aos seus familiares e amigos para combater esta que é a primeira grande guerra do século XXI, a guerra social em larga escala que nos propõe voltarmos 200 ou mais anos atrás na história e que não põe a escravatura de parte, tornando-a numa opção imediata como se comprova quer pela meia hora extra por dia, quer pelos programas de “voluntariado” que substituem trabalhos remunerados. Esta é a nova guerra que está a ser travada e todo o povo se deve combater, o inimigo comum é este sistema que nos oprime, nos invade as casas para nos roubar e o qual não podemos denunciar como criminoso! O único lugar para mostrarmos que estamos fartos deste sistema, que não o queremos é na rua, protestando e exigindo o que nos é devido por direito. Por tudo isto espero que se juntem ao Contra-Reaccionário e ao 15O no dia 21 de Janeiro (Marquês de Pombal 15h) nesta luta. Mais vale lutar agora do que lamentar depois!

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