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terça-feira, 3 de janeiro de 2012

OPORTUNIDADES PERDIDAS

1000 pessoas lançadas para o desemprego de uma vez só… pois é verdade. Para fechar um programa de um governo anterior como por uma vingançazinha de escárnio. Anos de experiência e de trabalho em educação e formação de adultos deitados para o lixo em nome de uma sangria sem parança…

O governo da ‘austeridade’ anda a passos largos para a privatização de tudo quanto é sector estratégico e fundamental ao arrepio do interesse maior do povo e da nação e com único benefício visível o lucro de interesses privados e/ou estrangeiros. Privatizou a EDP vendendo a empresa a uma empresa do estado chinês.

Ao mesmo tempo, o governo decide “reorganizar” o programa Novas Oportunidades, começando com a não renovação do contrato de 214 profissionais RVCC e deixando assim cerca de 800 técnicos à beira de um desemprego a muito curto prazo. Estes técnicos estão em regime de prestação de serviços a recibo verde, o mesmo é dizer que virão para o desemprego sem quaisquer direitos, pessoas que são gente, com família e com vida! Mas nada disso demove o governo porque o ultra-liberalismo de que está imbuído trata os mercados quase como divindades e as pessoas como lixo.

O programa tem os seus defeitos e carece de melhoramentos, sem dúvida, e a aposta na formação profissional é fundamental para o país mas a qualificação obtida ao longo da vida não pode ser ignorada!

Quer parecer aos olhos do mundo que Pedro Passos Coelho está muito mais empenhado em apagar todas a pegadas socialistas do que em qualificar os portugueses, melhorar o programa e apostar na Educação, pilar basilar de todas as sociedades desenvolvidas. Aposta em modelos estafados, que já se provou que não funcionam em vez que aproveitar o muito que já se andou em benefício do povo. O povo é, então, a última das preocupações do primeiro-ministro.

Além disso, o governo dá (mais) uma prova de irresponsabilidade. Em vez de acautelar os interesses das pessoas (outra vez…), suspende e fecha serviços sem estar apto a apresentar alternativas.

Os CNO suspendem a actividade uma vez que ainda não saíram os resultados de um concurso e por falta de um estudo que peca por obviamente atrasado e duvidoso quanto à sua honestidade e eficiência. Se primeiro havia que estudar se os CNO mereciam ou não a confiança do povo, o estudo deveria ser terminado com os centros em pleno funcionamento.

Estão também a ser eliminadas figuras importantes dos processos como as profissionais RVCC já referidas.

Se o governo estivesse de facto concentrado em servir o povo e dar-lhe ferramentas de emprego certamente agiria de forma bem diferente e apresentaria soluções mais do que eliminaria um programa pela cor política de quem o desenvolveu.

Se não gostas do que está a acontecer, se estás farto de não ter investimento real na educação em Portugal, sai connosco e com o 15O à rua a 21 de JANEIRO! DIZ BASTA DE ROUBO! AS RUAS SÃO NOSSAS!

1 comentário:

  1. Basta de roubos as ruas são nossas; tou nessa anounymous

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